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Satis Shroff: Lecturer, Author, Poet, Singer(MGV-Kappel) Germany's Friends
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"O custo humano embutido nas Fábricas"
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"A explosão arrasou o Edifício A5 numa tarde de maio do ano passado. Uma erupção de chamas torceu os tubos de metal como se fossem canudos jogados fora. Quando os operários na lanchonete correram para fora, viram uma fumaça negra saindo das janelas - era a área onde os empregados poliam milhares de estojos de iPads por dia.
Duas pessoas morreram na hora e mais dez se feriram. Quando os feridos eram levados às pressas para as ambulâncias, um em particular chamava atenção. O rosto lambuzado, atingido pelo calor e a violência da explosão, deu lugar a uma pasta preta e vermelha no lugar da boca e nariz.
"Você é o pai de Lai Xiaodong?", alguém perguntou, quando o telefone tocou na casa de Lai. Seis meses antes, o jovem de 22 anos havia se mudado para Chengdu, sudoeste da China, para se tornar mais uma das milhões de peças humanas da engrenagem que move o maior, mais rápido e mais sofisticado sistema de manufatura no globo. "Ele está com problemas", disse a pessoa do outro lado da linha ao pai de Lai, que não resistiu aos ferimentos.
Na última década, a Apple tornou-se uma das mais poderosas e bem sucedidas empresas do mundo. A Apple e suas congêneres do setor de alta tecnologia alcançaram um ritmo de inovação jamais observado na história moderna.
Contudo, os operários encarregados da montagem dos iPhones, iPads e outros aparelhos com frequência trabalham em condições terríveis, de acordo com empregados das fábricas, grupos de defesa dos trabalhadores e relatórios publicados pelas próprias companhias. Os problemas são tão variados quanto os ambientes de trabalho e os problemas de segurança - alguns mortais - são graves.
Os operários fazem horas extras excessivas, em alguns casos trabalham sete dias por semana e vivem em dormitórios superlotados. Alguns trabalham em pé por tanto tempo que suas pernas incham a ponto de quase não conseguirem andar. Empregados menores de idade ajudaram a fabricar produtos da Apple, fornecedores da companhia armazenaram inadequadamente lixo tóxico e falsificaram registros, segundo dados da empresa e grupos de defesa do trabalhador que, dentro da China, são considerados monitores independentes e confiáveis.
Mais preocupante ainda é o desprezo de alguns fornecedores pela saúde do trabalhador. Há dois anos, 137 funcionários de uma fornecedora da Apple a leste da China foram intoxicados depois de receber ordens para usar uma substância química venenosa para limpar as telas do iPhone. No ano passado, houve duas explosões em fábricas de iPad mataram quatro pessoas e deixaram 77 feridas. Antes mesmo destas explosões, a Apple havia sido alertada para as condições perigosas na fábrica de Chengdu.
A Apple não é a única empresa de produtos eletrônicos que opera dentro de um sistema de suprimento preocupante. Condições terríveis de trabalho foram documentadas em fábricas de manufatura de produtos para a Dell, Hewlett-Packard, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony, Toshiba e outras.
Executivos da Apple dizem que a companhia adotou medidas importantes para melhorar as fábricas nos últimos anos. A empresa criou um código de conduta para seus fornecedores, detalhando os critérios a serem obedecidos em termos de trabalho e segurança. A empresa organizou uma campanha de auditoria. Abusos foram descobertos e correções foram exigidas.
Mas os problemas importantes continuam. Mais da metade das fornecedoras inspecionadas pela Apple violaram pelo menos uma norma do código de conduta a cada ano desde 2007, de acordo com relatórios da Apple.
"A Apple nunca se preocupou com qualquer outra coisa a não ser melhorar a qualidade do produto e reduzir os custos de produção", disse Li Mingqi, que trabalhou até abril na administração na Foxconn, uma das mais importantes parceiras da Apple na China. Li, que está processando a Foxconn por ter sido despedido, trabalhava na fábrica de Chengdu quando ocorreu a explosão.
A Apple recebeu um resumo deste artigo, mas não quis comentá-lo. A reportagem foi baseada em entrevistas com mais de 30 funcionários, antigos e atuais, e contratantes, incluindo alguns executivos com conhecimento do grupo de responsabilidade do fornecedor da Apple.
Emprego. Quando conseguiu o emprego na Foxconn, Lai Xiaodong sabia que a fábrica em Chengdu era especial. Os trabalhadores estavam produzindo o mais recente produto da Apple: o iPad.
Lai, que consertava máquinas da fábrica, logo de início notou as luzes quase ofuscantes. Os turnos eram de até 24 horas e a unidade estava sempre iluminada. A qualquer momento, havia milhares de operários em pé nas linhas de montagem, agachados perto das grandes máquinas ou correndo entre as plataformas de carga. As pernas de alguns estavam inchadas.
Cartazes nas paredes alertavam os 120 mil empregados: "Trabalhe com afinco no seu emprego hoje ou vai ter que trabalhar duro para encontrar um emprego amanha". O código de conduta da Apple estabelece que, salvo em circunstâncias excepcionais, os operários não devem trabalhar mais de 60 horas por semana. Mas na Foxconn, alguns trabalhavam bem mais, segundo entrevistas, holerites e investigações de grupos independentes.
Lai logo passou a trabalhar 12 horas por dia, seis dias na semana. Havia "turnos contínuos" e então os operários recebiam ordens para trabalhar 24 horas seguidas. O grau universitário permitiu que o jovem ganhasse um salário de US$ 22 por dia, incluindo horas extras. Ao sair do trabalho, ele se recolhia num pequeno aposento, suficiente para abrigar um colchão, um guarda-roupa e uma mesa....
(Charles Duhigg e David Barboza)
...continue lendo aqui: http://economia.estadao.com.br/noticias/neg%C3%B3cios,o-custo-humano-embutido-num-ipad,100770,0.htm
OBS. pessoal: Isso é revolução tecnológica??!! Enquanto uns aproveitam outros são esmagados? As fábricas são assim desde sempre, só muda o que se monta, o que se produz. Sem evolução em Direitos Humanos, Justiça, Valores Essenciais, Igualdade, nada pode ser chamado de Revolução! Desculpe, mas eu posso falar, eu não faço nem tenho a maioria das coisas que a humanidade acha que deve fazer ou comprar para seguir seus dias. Eu vou atrás do que verdadeiramente necessito para levar adiante o contrato terreno e, mesmo com o pouco que tenho me sinto mal, muitas vezes, pois nunca se sabe a real carga de sofrimento humano e ambiental que cada produto que adquiri carrega.
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| January 31, 2012 | 11:34 AM |
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"A Lógica do Dinheiro Grosso Contra o povo Miúdo"...C.M.
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"Qual o sentido em se despejar violentamente cerca de 1.660 famílias pobres, que já estão construindo suas casas, que mal ou bem abrigam-se sob um teto e erguem uma comunidade, para depois cadastrá-las nas intermináveis filas dos programas de habitação social que para atende-las terão que adquirir ou desapropriar glebas, viabilizar projetos, contratar obras até , finalmente, um dia --se é que essa dia chegará-- devolver um chão e alguma esperança de cidadania a essa gente? Mas, sobretudo, qual o sentido dessa enorme volta em falso quando o único beneficiário da ação policial violenta contra a ocupação de 'Pinheirinho', em São José dos Campos (SP), chama-se Naji Nahas? Dono do terreno, com dívidas de R$ 15 milhões junto à prefeitura local, Nahas é um especulador notório,tendo sido preso em julho de 2008 pela Polícia Federal, na operação Satiagraha, junto do não menos notório banqueiro Daniel Dantas, ambos acusados de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro... Qual o sentido? O sentido é justamente esse, apenas esse: a supremacia do dinheiro grosso contra o povo miúdo. "
Fonte: Carta Maior
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| January 23, 2012 | 12:13 PM |
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Rastro de Destruição para Acumular Riquezas...
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Distribuir em partes iguais é a certeza de que cada um irá permanecer no riscado que lhe cabe??
Para um indígena, por exemplo, a vida rumo a lógica do respeito é a que decreta as regras.
Não mexam com suas áreas de existência que essas comunidades seguem os dias cuidando deles e contribuindo com a sustentação de todo o Planeta.
Eles apenas retiram da Natureza o que é para a sua exclusiva sobrevivência!
Coisa que o homem branco (que se diz estudado, intelectualizado, "civilizado") não sabe (nunca soube) fazer com o território que habita, destrói os que invade e ainda quer sumir com os povos da terra que resistem, em um número muito menor hoje, para se apropriar e ampliar o rastro de destruição.
Um indígena tem todo o direito de alterar seu comportamento quando se sente agredido por aqueles que acham que ele não é nada mais que um obstáculo atrapalhando as ídéias de gente que só funciona na lógica do capital.
Existem terras fartas, amplas, largas e férteis o suficiente para para os negócios, para plantação e exploração que gera dinheiro! Não há necessidade de querer mais e mais para acumular riquezas e inflar uns poucos que nunca acham que é o bastante.
Eu rezo à Deus para fortalecer o poder, que já é natural, dos povos da terra em todo o globo, para que possam se defender, continuar e fazer justiça!
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| January 7, 2012 | 12:43 PM |
| December 1, 2011 | 12:27 PM |
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"Presos, dois garotos se desejavam em segredo. Ninguém podia saber" por Luiz A. Mendes
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"Aquele era o buraco no qual eles eram esvaziados do que havia de melhor em suas vidas. A lembrança do mundo guardada na memória ainda empolgava seus corações adolescentes. Tudo que lhes importava de verdade faltava.
Aquele mundo os espremia, doendo a cada segundo. Sombra do que haviam sido, seus gestos não eram reais. Tudo vagava perdido e confuso.
A vitalidade sexual pulsava ansiedade em cada uma de suas moléculas. A adrenalina forcejava veias intumescidas. Presos por delitos graves, eles enfrentavam consequências gravíssimas. Resistiam, embora sangrando desatinadamente. Submetiam-se ao despotismo dos policiais, anulando-se para ressurgir sempre.
O sexo, como a vida, brotava deles em gotas de suor a encharcar seus uniformes de brim grosseiro. A pele, curtida ao sol, na escravidão da enxada e do enxadão, estava sempre escura. Seus rostos viviam afogueados de desejos insaciados. Olhos de fogo devoravam os garotos menores. No silêncio inteiro exigido a ferro e fogo, vidas eram afogadas em melancólicas tristezas. Mãos socavam o saco, minando energias nas noites mal dormidas.
Trancados em segredo, eles se queriam. Um amor que ainda não era os envolvia. Apaixonados, sedentos dos olhos desejosos do outro, eles se escondiam. Ninguém poderia saber. Os guardas os espancariam e os jogariam na cafua, depois meses sem fim na cela forte.
Temiam a desumanidade dos policiais e a escuridão da cafua. Mas temiam muito mais a censura e o preconceito dos companheiros. Seriam escorraçados do convívio. Humilhados barbaramente e para sempre. Nunca mais seriam considerados iguais. E a caminhada, eles sabiam, não parava ali.
Consideravam-se criminosos. Estavam cooptados pela cultura criminal nascida espontaneamente nas instituições para menores de idade infratores do estado. Aquela era a única defesa. A promessa incrustada no fundo da alma de que alguém haveria de pagar por todo aquele sofrimento. O ódio aos “otários”, ao “zé povinho”, os unia e gerava forças para tudo resistir. Futuro era negro. Prisão e morte faziam parte do cardápio.
Os riscos eram imensos. Mas aquela vida pela metade, cortada por desejos insatisfeitos, já era impossível. Não havia como suportá-la mais. Havia um delírio que os extraía da dor, misturando suas almas na febre dos olhares. Namoravam-se longamente, mas conversavam pouco. Não podiam despertar suspeitas. Escreviam cartas, criavam códigos e aprendiam a falar e ouvir com os olhos.
Toda a emoção que os sufocava no silêncio os tornava vivos também. Procuravam os cantos, as mãos tremiam de ansiedade pela carne do outro. Os lábios ficavam moles na presença. Procuravam dormir em camas próximas para tomarem banho juntos. Era perigoso. Os guardas vigiavam, os companheiros suspeitavam. Quando conseguiam ficar próximos e nus, o perigo era a excitação a denunciá-los.
Não aguentavam mais. Necessitavam do real. Tudo resvalava e se esvaía nos olhares. Eles se queriam e assumiram os riscos. O desejo pulsava, havia um calor úmido na boca. As emoções se tornaram tão evidentes que já não ligavam para a reputação. A proteção mútua com que se cercavam ruía. O caminho era inevitável, mesmo que custasse tudo.
Jogo de homens
Só havia um jeito de burlar a vigilância dupla. De madrugada, tentariam. Combinaram: se não desse certo, fugiriam juntos. Tudo era decisão na noite calada. Nas pranchas de madeira do assoalho irregular, o medo e aquilo que não espera se misturam. Não há carícias na urgência. É um jogo de homens. Exprimem apenas o impossível de exprimir. Esguios em seus corpos juvenis, se angustiam na posse de toda aquela natureza comovente. O susto e o receio os excitam ao extremo, foram cedendo. Tudo era para ser aceito, não compreendido.
Varridos pelo abismo do prazer que apontava o infinito, libertam a grande pressão. O deserto de suas almas se enche da solidão universal. Já não bastava a realidade, não havia mais chance ou ocasião a perder.
E, quando voltaram às suas camas, tudo mais era sucata do passado. Que decisão tomar? Depois da pequena morte, havia outra forma de considerar todas as coisas. Nada mais era tão implacavelmente necessário do que construir para sempre o que foram por segundos.
Já, agora, eram insuficientes e incompletos. Estavam surpresos. Não conseguiriam mais ir além sozinhos. Somente com o outro havia significado. Não havia mais lembranças ou previsões. Queriam o mundo nas mãos e não podiam interromper mais.
De manhã cedo saíram do alojamento com as fotos e os objetos mais queridos. Enquanto os meninos tomavam o café da manhã para seguirem para a lavoura, eles pulavam o muro atrás da cozinha e corriam pelo pomar. Aquela era mais uma forma de amar que valia a pena."
*Luiz Alberto Mendes, 58, é autor de Memórias de Um Sobrevivente, sobre os 31 anos e 10 meses que passou na prisão.
http://revistatrip.uol.com.br/revista/204/colunas/meninos-que-amavam.html
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| November 15, 2011 | 6:17 PM |
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Manifesto: Floresta Faz a Diferença!!
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Você pode assinar, ajudar, contribuir, espalhar, tentar!!!!
http://www.florestafazadiferenca.org.br/assine/
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável é uma coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira contrárias ao PLC 30/2011 aprovado pela Câmara dos Deputados.
Lançado em 07 de junho de 2011, o Comitê pretende mobilizar os brasileiros a manifestarem sua discordância e com isso, sensibilizar os senadores para a aprovação de uma lei que:
• Garanta efetivamente a conservação e uso sustentável das florestas em todos os biomas brasileiros
• Trate de forma diferenciada e digna agricultores familiares e populações tradicionais;
• Garanta a recuperação florestal das áreas ilegalmente desmatadas;
• Reconheça e valorize quem promove o uso sustentável;
• Contribua para evitar desastres ambientais e ajude a garantir água de boa qualidade para as cidades;
• Acabe de vez com o desmatamento ilegal
- Trecho do site do Manifesto.
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| October 27, 2011 | 9:15 PM |
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"Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido." (Ana Jacomo)
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"Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido."
(Ana Jacomo)
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| October 23, 2011 | 11:19 AM |
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A globalização da Revolta!
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"O que há de comum entre as mobilizações da Tunísia, Egito, Iêmen e Síria, com as do Reino Unido, Itália e Chile; Portugal e Grécia; as da Espanha com as dos Estados Unidos?
Muita coisa, mas vamos com calma. A lista de diferenças é ainda maior. Mesmo na Primavera Árabe, a Revolução Jasmim, da Tunísia, e a Revolução de Lótus, do Egito, floresceram em um mesmo terreno, mas são espécimes diversos.
Respeitadas essas diferenças, o que há de semelhante pode e deve ser considerado global. Há questões econômicas, sociais, políticas e culturais comuns.
A mais evidente é a indignação contra as desigualdades econômicas e sociais e a dominação política que as mantém e as faz aumentar. O slogan novaiorquino “somos os 99%” estampou a sensação de que a maioria vive no mundo da carência por se deixar dominar politicamente pelo 1% que vive no mundo da opulência. A mesma ideia ganhou diferentes expressões em todo os cantos. É um sentimento global compartilhado.
A crise internacional é um fator comum. Ela tem gerado a revolta contra o mundo das finanças, que mandou as pessoas desocuparem suas casas hipotecadas, nos Estados Unidos, que demitiu servidores públicos na Grécia, que desempregou em massa na Espanha. A inflação mundial, com tendência de crescimento, tem como uma de suas vertentes o encarecimento dos alimentos, que afeta mais diretamente a população pobre. Este foi um problema de fundo na Tunísia, no Egito e no Oriente Médio. A estagnação econômica elevou o desemprego e todos se perguntam por que os governos ajudam os bancos, mas não ajudam as pessoas em pior situação.
A maneira como os manifestantes foram tratados também tem traços em comum. Primeiro eles foram tidos por vozes isoladas; depois, provocadores, baderneiros, criadores de confusão. O governo sírio chamou os revoltosos de gangues. As autoridades britânicas também. O Partido Conservador cogitou criar um esquadrão especial antiprotestos e restringir o uso da internet, o que, convenhamos, são propostas para ditador algum botar defeito.
O ativista Kevin Young, da Organização por uma Sociedade Livre, dos EUA, uma das organizadoras da marcha “Ocuppy Wall Street”, relembrou o ensinamento de antigos militantes, segundo os quais "primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence".
Há uma revolta global contra a esclerose das referências políticas tradicionais. Isso vale para a Tunísia, o Egito, a Líbia, o Iêmen, mas também para a Europa, os Estados Unidos e o Chile. No caso das ditaduras, a esclerose estava associada à figura dos próprios ditadores. Ocorre o mesmo com Berlusconi, na Itália. Nos demais países, a esclerose é dos partidos, que não se renovam ou não empunham projetos alternativos, menos capazes ainda de encampar a defesa da igualdade.
As manifestações tiveram referências espontâneas, mas contaram com o apoio e o ativismo de várias organizações, algumas mais, outras menos consolidadas, mas todas essenciais para que a indignação tomasse as ruas. O desafio é justamente conseguir canalizar a energia de sua espontaneidade para referências políticas capazes de montar coalizões governantes e disputar projetos de poder em seus países.
Há mudanças demográficas globais em curso afetando principalmente jovens, mulheres e idosos. Surgiram novas formas de expressão cultural e novos hábitos de consumo de informação. Há uma revolta contra a velha mídia por conta da deturpação ou omissão de informações, do sarcasmo contra os pobres e da celebrização dos opressores.
As marchas desmentiram aqueles que por aí diziam que havia acabado a época das grandes mobilizações populares, e que as novas maneiras de protestar eram cada vez mais individuais e virtuais. A comunicação eletrônica, ou autocomunicação de massa (como diz Manuel Castells), deu fôlego às manifestações, facilitou a mobilização, protegeu ativistas, disseminou a revolta.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro, e a tão propalada globalização agora ganha a forma de protesto, com cores muito diferentes, mas com um leve toque de jasmim."
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5255
Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política. As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.
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| October 16, 2011 | 2:55 PM |
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Valores Falsos
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As ruas movimentadas por máquinas velozes
arruinam sonhos, quebram galhos, brotos, tentativas de um outro início.
O piscar do que é falso atrapalha, corta, cega
Arrebentam e agridem os que preferem os caminhos do corpo em liberdade, sem pressa.
Mas não impedem novas tentativas de verdades
imortais e enraizadas.
São essas verdades que sustentam tantos que permanecem recusando
as leis invertidas.
Não queremos ser incluídos na estrutura quebrada, e sim em uma nova, decente e distribuída, completamente erguida pelos valores da terra e do simples.
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| October 12, 2011 | 7:38 AM |
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A Globo, a Veja e o remédio que sumiu/ E a Regulação da Mídia??
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"Como outros telejornais, o “Jornal Nacional” deu destaque nesta semana à resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que proibiu três medicamentos emagrecedores que possuíam anfetamina. A diferença, na cobertura da Globo, foi trazer uma (meia) informação a mais: a alta procura por remédios emagrecedores estava causando problemas aos diabéticos. Tratava-se do caso específico do Victozia. Vendido sem receita e utilizado para controle da diabetes, o Victozia começou a ser muito procurado como emagrecedor, fazendo com que o remédio sumisse do mercado.
O telejornal da Globo entrevistou um diabético que não conseguia o medicamento e relatou que, nas drogarias, há listas de espera que chegam a mais de 100 pessoas. Até aí, uma reportagem correta, que presta serviço para o público. Se não fosse um detalhe: faltou ao JN explicar por que houve esse aumento repentino na procura pelo Victozia… Não é preciso muito esforço para lembrar a capa da revista “Veja”, de um mês atrás, que trazia o anúncio: “Parece milagre! Novo remédio faz emagrecer 7 a 12 quilos e, cinco meses. E sem grandes efeitos colaterais.”. Era o tal do Victozia.
A reportagem da “Veja”, com ares de anúncio publicitário, parece ter sido o motivo para essa corrida às farmácias, prejudicando os diabéticos. Vale lembrar: o medicamento, no Brasil, é liberado apenas para o tratamento de diabetes, e não para uso como inibidor de apetite.
Na época, a reportagem de “Veja” causou polêmica. A Anvisa divulgou uma nota, na qual reiterava que o remédio deveria ser utilizado apenas para o tratamento de diabetes: “o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população”. E, apesar da revista afirmar que não haveria grandes efeitos colaterais, a Anvisa adverte que por ser um remédio novo ainda está sob observação e que até agora já se constataram efeitos colaterais como “hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireóide, como nódulos e casos de urticária”. Coisa pouca, na visão da Veja.
A matéria da “Veja” também deixou em alerta a Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica: “achamos, no mínimo, temerária a propaganda do uso indiscriminado desse medicamento para emagrecer. Está provocando uma verdadeira corrida aos consultórios médicos para a prescrição da medicação”, nas palavras de Rosana Bento Radominski, presidenta da Associação.
A nota da Anvisa foi enviada à “Veja”, com o pedido de que fosse publicada na revista “como complemento à reportagem”. Até agora, nada. Nem uma resposta. A gravidade do conteúdo da matéria da “Veja”, que incentiva o uso do remédio, e o impacto negativo que isso tem na sociedade já demandariam que a nota de esclarecimento fosse publicada. São temas de interesse coletivo e que dizem respeito à saúde pública, por isso não deveriam ter de contar com a “boa vontade” dos editores da revista para publicação.
Entretanto, faltam mecanismos – simples e rápidos - para que esse tipo de resposta seja garantido e para que os meios de comunicação não se esquivem de dar espaço para vozes dissonantes. São mecanismos como esse que devem ser garantidos na formulação de um novo marco regulatório das comunicações, que há muito tempo é reivindicado por movimentos da área e evitado por governos, apesar da mídia não parar de fornecer evidências da urgência dessa regulação."
por Juliana Sada
http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/a-globo-a-veja-e-o-remedio-que-sumiu.html
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| October 7, 2011 | 9:19 PM |
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Annual Meeting of the New Champions 2011 - Dalian, China
Related to country: China
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Each time I attend a gathering with fellow Young Global Leaders, I can't help but feel like I am in a scene of one of those Superhero movies, where they bring together individuals with special powers and abilities who, together, join forces for a better world.
Here we are together in our group photo, wearing brightly coloured t-shirts that we were provided based on random selection. In our small groups, we had reflective discussion circles and were also given a unique martial arts lesson where we learned the power of a soft and open hand.
This year was especially unique, as I had a lot to share with the group in my role as a newly designated YGL Alumni! On our first day together, I was asked to speak and close a session on mentorship and how to gain the most from the YGL experience. My key message was about the importance of contribution to the community, and how we need to both be generous, while also being open to the generosity of others.
Our program also included an interactive dramatic arts presentation and workshop, where teams were challenged to address a conflict from the perspective of one of the characters.
Our Purple Group explored the character of a woman who was living alone in the United States, child and parents in Eastern Europe, and working without a legitimate visa. She was contemplating employment options and in a moment of deep isolation and rejection.
Our task was to create a series of three freeze-frame snapshots, illustrating the problem, solution, and the process to getting there. Here we see a woman who is faced with rejection, yet looking at an offer that would likely compromise her values and integrity.
What was fun about this excersize was the immediate bonding and team-building that took place in the process. It was also interesting to observe how other groups interpreted the challenges of the various other characters in the skit.
A critical milestone for me in Dalian was having an opportunity to showcase the Youth Effect publication, created by 21 Young Global Leaders since Davos 2010. This book and blog (www.youtheffect.org), is aimed at supporting decision-makers at more effectively engaging youth. The Youth Effect played an instrumental role in supporting World Economic Forum founder Professor Klaus Schwab in creating Global Shapers, a new community within the World Economic Forum to engage youth in their 20s. The Global Shapers are based in over 100 cities, as part of local hubs that are recruited through YGL curators.
While making a short presentation to our group about the importance of engaging youth, I could not help but feel as though I was part of an important milestone in history, as I truly believe that many other institutions will follow the lead of the World Economic Forum, prioritizing their own youth engagement strategies. I look forward to keeping track of this evolution and would also like to thank YGL supporters as well as one of my mentors, Kim Samuel-Johnson, who played an instrumental role in championing our effort.
Collaborating with fellow Young Global Leaders throughout the year contributes to growing excitement for the times when we come together in person. Over the past year, I've been working very actively as the Country Chair for Global Dignity Day in Canada. During our group session, we had a chance to encourage many others to facilitate the Dignity Day lesson plan in as many classrooms as possible on October 20th. In Canada, we have incorporated the Dignity principles as part of TakingITGlobal's national Defining Moments program. We have also registered over 56 people, including 30 schools, and expect to reach over 5,000 students this year.
We will be conducting a live video conference as part of our Canadian activities, in partnership with the Centre for Global Education, based in Edmonton, Alberta.
An unexpected surprise was being invited to co-facilitate a session on Managing Hyperconnectivity. I chose the breakout group on health and our discussions looked both at the issues of global pandemics and mental health. We imagined future scenarios where a new immunity drug could be created to protect people from any kind of virus, building a stronger resiliency to disease. We also spoke about how Social Media and digital connectivity can often leave people feeling a strong sense of isolation - or addiction to instant feedback and response. The emergence of the "hive brain" could result in a loss of individuality, memory and creativity while increasing stress and anxiety. That said, the benefits could lead to greater efficiency, empathy and less reliance on central government control. It was rewarding for me to be part of such a vibrant debate that allowed us to take a deeper look at the implications of hyperconnectivity on health. Overall, I believe it is critical that we do not allow ourselves to lose our sense of self, in the midst of the non-stop stimulation and interactions our digital worlds provide access to.
[breathe]
The theme of technology carried forward on the last day of the Annual Meeting of New Champions, where I joined the closing plenary session entitled "Mastering Quality Growth: Passing the Test of Technology". My session was moderated by Nik Gowling from the BBC, who offered us punchy questions with a great flow, allowing us to discuss how to foster new innovations, managing risks, privacy implications, and the evolution of cultural norms online.
For a full viewing of our session, you can check it out on YouTube!
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| October 3, 2011 | 8:56 PM |
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Annual Meeting of the New Champions 2011 - Dalian, China
Related to country: China
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Each time I attend a gathering with fellow Young Global Leaders, I can't help but feel like I am in a scene of one of those Superhero movies, where they bring together individuals with special powers and abilities who, together, join forces for a better world.
Here we are together in our group photo, wearing brightly coloured t-shirts that we were provided based on random selection. In our small groups, we had reflective discussion circles and were also given a unique martial arts lesson where we learned the power of a soft and open hand.
This year was especially unique, as I had a lot to share with the group in my role as a newly designated YGL Alumni! On our first day together, I was asked to speak and close a session on mentorship and how to gain the most from the YGL experience. My key message was about the importance of contribution to the community, and how we need to both be generous, while also being open to the generosity of others.
Our program also included an interactive dramatic arts presentation and workshop, where teams were challenged to address a conflict from the perspective of one of the characters.
Our Purple Group explored the character of a woman who was living alone in the United States, child and parents in Eastern Europe, and working without a legitimate visa. She was contemplating employment options and in a moment of deep isolation and rejection.
Our task was to create a series of three freeze-frame snapshots, illustrating the problem, solution, and the process to getting there. Here we see a woman who is faced with rejection, yet looking at an offer that would likely compromise her values and integrity.
What was fun about this excersize was the immediate bonding and team-building that took place in the process. It was also interesting to observe how other groups interpreted the challenges of the various other characters in the skit.
A critical milestone for me in Dalian was having an opportunity to showcase the Youth Effect publication, created by 21 Young Global Leaders since Davos 2010. This book and blog (www.youtheffect.org), is aimed at supporting decision-makers at more effectively engaging youth. The Youth Effect played an instrumental role in supporting World Economic Forum founder Professor Klaus Schwab in creating Global Shapers, a new community within the World Economic Forum to engage youth in their 20s. The Global Shapers are based in over 100 cities, as part of local hubs that are recruited through YGL curators.
While making a short presentation to our group about the importance of engaging youth, I could not help but feel as though I was part of an important milestone in history, as I truly believe that many other institutions will follow the lead of the World Economic Forum, prioritizing their own youth engagement strategies. I look forward to keeping track of this evolution and would also like to thank YGL supporters as well as one of my mentors, Kim Samuel-Johnson, who played an instrumental role in championing our effort.
Collaborating with fellow Young Global Leaders throughout the year contributes to growing excitement for the times when we come together in person. Over the past year, I've been working very actively as the Country Chair for Global Dignity Day in Canada. During our group session, we had a chance to encourage many others to facilitate the Dignity Day lesson plan in as many classrooms as possible on October 20th. In Canada, we have incorporated the Dignity principles as part of TakingITGlobal's national Defining Moments program. We have also registered over 56 people, including 30 schools, and expect to reach over 5,000 students this year.
We will be conducting a live video conference as part of our Canadian activities, in partnership with the Centre for Global Education, based in Edmonton, Alberta.
An unexpected surprise was being invited to co-facilitate a session on Managing Hyperconnectivity. I chose the breakout group on health and our discussions looked both at the issues of global pandemics and mental health. We imagined future scenarios where a new immunity drug could be created to protect people from any kind of virus, building a stronger resiliency to disease. We also spoke about how Social Media and digital connectivity can often leave people feeling a strong sense of isolation - or addiction to instant feedback and response. The emergence of the "hive brain" could result in a loss of individuality, memory and creativity while increasing stress and anxiety. That said, the benefits could lead to greater efficiency, empathy and less reliance on central government control. It was rewarding for me to be part of such a vibrant debate that allowed us to take a deeper look at the implications of hyperconnectivity on health. Overall, I believe it is critical that we do not allow ourselves to lose our sense of self, in the midst of the non-stop stimulation and interactions our digital worlds provide access to.
[breathe]
The theme of technology carried forward on the last day of the Annual Meeting of New Champions, where I joined the closing plenary session entitled "Mastering Quality Growth: Passing the Test of Technology". My session was moderated by Nik Gowling from the BBC, who offered us punchy questions with a great flow, allowing us to discuss how to foster new innovations, managing risks, privacy implications, and the evolution of cultural norms online.
For a full viewing of our session, you can check it out on YouTube!
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| October 3, 2011 | 8:56 PM |
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O fim da ética da IstoÉ, a revista que vende reportagens por quilo - Site Oficial MST!
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Da Secretaria Nacional do MST:
"A revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.
Decreta na capa “O fim do MST”, que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.
Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.
A mentira
A IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.
A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.
Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.
Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.
Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.
A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo.
Se contasse apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.
A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.
O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.
Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.
Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Tampouco isso a IstoÉ fez.
Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.
Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.
O desvio
A IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo “pagou, levou”. Tanto é que tem o apelido de "QuantoÉ".
Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo “peso” da matéria.
A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.
Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um “ativo” para especuladores.
Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.
Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.
Reação do latifúndio
A matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.
Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.
Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.
A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.
O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.
Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.
Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.
A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia."
http://www.mst.org.br/O-fim-da-etica-da-Istoe-a-revista-que-vende-reportagens-por-quilo
OBS. pessoal: Mais uma da "Isto FOI", essa seria uma grande alegria para a grande mídia tradicional, que tudo quer matar, aniquilar, criminalizar, demonizar quando não a agrada, não concorda, não está aí para favorecer seus interesses!
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| September 22, 2011 | 2:26 PM |
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Wagner Moura: "Eu não falo com a revista Veja"...
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É sempre bom lembrar de uma entrevista do ator Wagner Moura à revista Caros Amigos, principalmente o trecho a seguir:
“A linha editorial da revista Veja, uma revista de extrema direita brasileira. Eu me lembro claramente de uma capa da revista Veja que me indignou profundamente, sobre o desarmamento, que dizia assim: “Dez motivos para você votar ‘Não’ “. Eu me lembro claramente da revista Veja elogiando Tropa de Elite pelos motivos mais equivocados do mundo. E semana sim, semana não está sacaneando colga nosso: Fábio Assunção, Reynaldo Gianecchini, de uma forma escrota, arrogante, violenta. Outro motivo é que na revista Veja escreve Diogo Mainardi! Eu não posso compactuar com uma revista dessas, entendeu? Conservadora, elitista. Então, não falo com a revista Veja, assim como não falo para a revista Caras. Agora, a mídia é um negócio complexo, importante. A imprensa brasileira, nessa episódio agora do Congresso, cumpre um papel sensacional. Achei ótimo o fim dessa lei de imprensa, careta, antiga. Acho que a imprensa tem que se sentir livre e trabalhar e quem se sentir agredido por ela entra em juízo e processa”.
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/wagner-moura-eu-n-o-falo-com-a-revista-veja?xg_source=activity
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| September 22, 2011 | 1:57 PM |
| September 11, 2011 | 12:28 PM |
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